Um mundo, uma meta. Acabar com a brutalidade policial no Brasil.

A taxa de morte de civis causada pela Polícia no Brasil é extremamente alta, uma das mais altas do mundo. A polícia brasileira diz que matar civis é uma método de lutar contra o crime. Conforme eles se preparam para a Copa do Mundo e se aprontam para a Olimpíada, eles estão matando por vocês. Diga a eles, “Não mate por MIM, Jogos Seguros para TODOS!”

Assine a petição à FIFA (Fédération Internationale de Football Association), ao COI (Comitê Olímpico Internacional), e aos parceiros e patrocinadores de evento, que nos prometeram jogos seguros, e exija que eles trabalhem juntos com o governo brasileiro para implementar as recomendações e projetos descritos em nossa petição para reduzir o alto índice de assassinatos cometidos pela polícia em nome de nossa segurança. Diga-lhes: “Não mate por MIM, jogos seguros para TODOS!”

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Como o assassinato de meu sobrinho fez eu me apaixonar pelo Brasil e me tornar uma ciberativista. Transformando a dor em ação e criando uma mudança positiva.

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Nossos esforços começaram com a morte de um membro da nossa família, mas persistem em nome de todas as pessoas afetadas pela violência policial.

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Liz Martin migrou da tragédia ao ativismo, e o Brazil Police Watch é a culminação dessa jornada. Tive a honra de conhecê-la ao longo do caminho. A Liz persegue com tenacidade seu objetivo de reduzir a violência policial no Brasil, uma lembrança do poder da resiliência, convicção e esperança. O foco de sua campanha na Copa do Mundo e Olimpíadas é oportuno, dado a recente onda de repressão policial contra brasileiros que protestam contra a desigualdade e outras injustiças desde a Copa das Confederações. Que a Liz alcance seu objetivo de contribuir para a redução da violência policial, em consideração à todas as vítimas da violência policial, quer seja no passado ou no futuro, e a todos os cidadãos, residentes e visitantes do Brasil, que merecem uma política de segurança sensata e sem máculas crônicas de violação, corrupção e ineficácia.

– Fernando Delgado *

* Fernando Delgado é um instrutor clínico da Clínica Internacional de Direitos Humanos da Harvard Law School e autor do livro “Força Letal: Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e São Paulo”, Human Rights Watch (2009).

Nós, familiares de vítimas da violência policial no Rio de Janeiro e demais militantes de direitos humanos que compõem a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, acolhemos esta importante iniciativa internacional. A família Martin, assim como milhares de famílias brasileiras, sofreu com a arbitrariedade da polícia no Brasil. Continuaremos nosso trabalho de denúncia das violações de direitos humanos por parte dos aparatos de segurança pública nas favelas e periferias do Rio de Janeiro e do Brasil e estamos atentos para o aumento da repressão e da legislação de exceção que vem ocorrendo em protestos de rua e que se anuncia para o período dos megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Olímpicos de 2016. Persistiremos na luta pela desmilitarização das polícias e pelo respeito à dignidade, aos direitos e à vida de milhões de brasileiros pobres e negros que sofrem com a violência estatal.

Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência,
Rio de Janeiro, Brazil

Liz Martin foi apresentada a nós por um grupo de famílias do Rio de Janeiro que perderam seus familiares em decorrência da violência policial, o “Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência”. Estávamos fazendo uma apresentação nos Estados Unidos a respeito do nosso livro Living in the Crossfire (Vivendo no Fogo Cruzado) e queríamos que uma vítima de violência policial se juntasse a nós, então Liz compartilhou sua história. Nosso livro “pertence a todos aqueles que continuam sendo vitimizados pela violência induzida pelo Estado mas, apesar de tudo, continuam a acreditar que o sistema brasileiro pode ser modificado para prover segurança a todos os cidadãos, respeitando a democracia e os direitos humanos”. Nos surpreendemos quando conhecemos uma americana que se uniu à nossa causa. Após ouvirmos a história de Liz, compreendemos seu comprometimento e apoiamos seus esforços. Nós acreditamos que uma campanha internacional que eduque as pessoas a respeito da violência policial no Brasil é uma contribuição importante ao trabalho sendo feito nas cidades e estados em todo o Brasil. As vozes dos pobres no Brasil é frequentemente silenciada pela violência policial; nós acolhemos o clamor internacional por uma reforma policial significante.

– Maria Helena Moreira Alves e Philip Evanson, autores *

* Maria Helena Moreira Alves e Philip Evanson, Vivendo no Fogo Cruzado: Moradores de Favelas, Traficantes de Drogas e Violência Policial no Rio de Janeiro, Fundaçao Editora UNESP, 2013